Limites

Limites

7.10.15

O verbo Ser



Nas poucas vezes que lembrei de mim e tentei acessar esses arquivos, esqueci a senha.
Como não importava tanto, deixei.
Por deixar de ver, deixei de cuidar.
E quanto mais distante, mais remoto.
Remotos tem sido os pensamentos, não os sentimentos
- mesmo sabendo que sentimentos são pensamentos permeados de emoção,
deixo que, assim, opostos, se definam.
Dentro dessa inconsistente definição, numa hora e noutra também, como tantos,
deixei que o tornado de sentimentos virasse minha base, confundisse meu pensamento.
O colapso de ideias me alcançou e se impôs.
Mesmo confrontado com a minha mais absoluta desordem, cria no dia em que o céu desanuviaria.
De tanto olhar para o alto e procurar sinais de bonança, desisti de contar os dias.
A chuva passou mas o mar ainda não baixou.
A pomba ainda não voltou com um ramo verde.
É o dilúvio da refundação da minha humanidade.
Ainda há muito que se navegar.
Porque é preciso.
Tanto quanto. Viver. Preciso.
E num canto não remoto, hei de achar-me, desconfundir-me,
repensar-me, reordenar-me, reencontrar-me, recomplicar-me.
Quando for inundado não de águas mas de pensamentos, reviverei, não afogarei.
Serei afogado por ideias.
Navegarei. Para longe, para dentro. Para visitas remotas onde renascerei.

6.4.12

Auxílio Luxuoso

If - Rudyard Kipling If you can keep your head when all about you Are losing theirs and blaming it on you; If you can trust yourself when all men doubt you, But make allowance for their doubting too; If you can wait and not be tired by waiting, Or, being lied about, don't deal in lies, Or, being hated, don't give way to hating, And yet don't look too good, nor talk too wise; If you can dream - and not make dreams your master; If you can think - and not make thoughts your aim; If you can meet with triumph and disaster And treat those two imposters just the same; If you can bear to hear the truth you've spoken Twisted by knaves to make a trap for fools, Or watch the things you gave your life to broken, And stoop and build 'em up with wornout tools; If you can make one heap of all your winnings And risk it on one turn of pitch-and-toss, And lose, and start again at your beginnings And never breath a word about your loss; If you can force your heart and nerve and sinew To serve your turn long after they are gone, And so hold on when there is nothing in you Except the Will which says to them: "Hold on"; If you can talk with crowds and keep your virtue, Or walk with kings - nor lose the common touch; If neither foes nor loving friends can hurt you; If all men count with you, but none too much; If you can fill the unforgiving minute With sixty seconds' worth of distance run - Yours is the Earth and everything that's in it,And - which is more - you'll be a Man my son!

5.3.12

A luz dos olhos teus

Em qual curva, pelo caminho, ficou a ternura?
Onde será que, pela estrada comprida, perdemos a naturalidade?
Como não vimos que amar passou a ser treinado, motivo de vigília?
Por que os corações se afastaram e as mãos cerraram?

Por que não fomos capazes de perceber que o tom da voz mudou?
Como, desatentos, deixamos as queixas ocuparem o lugar dos elogios?
Onde cada um estava? Para onde fugimos uns dos outros?
Em qual cruzamento acharemos nossos mapas?

25.2.12

4 A.M.

Há dias de silêncio interno. Dias nos quais, mesmo falando e ouvindo bastante, interagindo e envoltos em som, tudo que se faz mais parece norma ditada pela moral da mente do que direção orientada pela alma.
Nessa impulsiva confusão de sinais, nada se diz, apenas fala-se - e muito.
Mexer no raso e transformar isso em voz não significa necessariamente pensar; falar sem pensar não acaba com o silêncio.
Há dias em que não dizer é o único caminho para as respostas certas. Há tempos nos quais é preciso olhar o mapa e saber para onde está-se indo - porque há passos que não nos levam adiante.
Quando isso acontece, é preciso deixar que tudo se cale, que tudo pare e, nesse silêncio extremo, buscar o tom, o rumo, a verdade.
Sim, é no silêncio que podemos, sem vergonha, falar da verdade. É no silêncio extremo que podemos falar de verdade.

19.8.11

No prumo

Não se preocupe tanto com a tinta, ela é só acabamento. Importante mesmo é do que é feita a parede e se os tijolos estão bem assentados e em equilíbrio.

18.8.11

Não poderia concordar mais

Viva para si mesmo, não para o mundo – as pessoas que não sabem amar a si mesmos buscam constantemente a aprovação alheia e sofrem quando são rejeitadas. Para quebrar esta dinâmica, devemos admitir que não podemos satisfazer a todos.
Fuja de comparações – elas são uma importante causa de infelicidade. Muita gente tem qualidades e atributos que você não tem, mas você também possui virtudes que não estão presentes nos outros. Pare de olhar para os lados e trabalhe na construção de seu próprio destino.
Não busque a perfeição – nem nos outros nem em si mesmo, já que a perfeição não existe. O que existe é uma grande margem para melhorar.
Perdoe seus erros – especialmente os do passado, pois já não podem ser contornados nem têm qualquer utilidade. Aprenda com eles, para não repeti-los. Pare de analisar – em vez de ficar pensando no que deu errado, é muito melhor agir, porque isso permite aperfeiçoar suas qualidades. Movimentar-se é sinal de vida e de evolução.
(Allan Percy)

9.8.11

Livro de Memórias

"...é para que você veja essa surpresa como um bom caminho a ser andado. Claro que é para agarrar a sua mão e não largar. É para conquistar e continuar conquistando."

Para seguir caminhando

O fato de você ser reto não faz com que, necessariamente, suas escolhas sejam melhores que as dos outros. Torna-as, apenas, dignas de elogios.

7.8.11

Muro de Concreto

Não vou mentir: sempre é MUITO difícil lidar com os imprevistos e com as decepcões....
A gente até aprende a se proteger delas conforme o tempo passa, mas, às vezes, proteger-se é pior do que manter-se vulnerável.
Com o medo causado pela incerteza, criamos tantas barreiras e tantos bloqueios que acabamos deixando do lado de fora tudo, inclusive o que é (ou poderia ser) bom.

1.8.11

Concordo

Hoje ouvi que o homem é forjado no conflito das ambiguidades. Somente quando se depara com claro e escuro, entre o sim e o não, entre a montanha e o vale, sabe diferenciar e fazer escolhas. E quando fazermos escolhas, moldamos o nosso caráter.

Por isso, jamais busque a comodidade, nunca deixe de escolher, não ceda à tentação de proteger a si e a seus filhos. Se quisermos ser pessoas saudáveis e criar filhos saudáveis, devemos deixar os antagonismos serem digeridos pelas nossas almas ou invés de tertarmos escondermo-nos no confortável e irreal mundo sem dilemas.