
Limites
16.1.10

5.1.10

Mais uma vez o tempo passa e a vida nos reaproxima. Mais uma vez a gente pôde ver que nossos laços são diferentes.
Quero dizer a vocês que esses últimos dias foram MUITO importantes para mim. Relembrar as histórias, reviver o amor e criar novas lembranças foram essenciais para trazer de volta uma parte boa de mim que estava sufocada até o final do ano passado. Viver ao lado de vocês faz diferença na minha vida.
Depois de anos talvez a gente possa anotar algumas dificuldades que passamos, umas marcas duras e difíceis de serem esquecidas. Temos ainda algumas pessoas que chegaram e ficaram por um tempo, uns sonhos que não deram certo. Nem sempre conseguimos dividir isso entre nós porque estávamos longe demais.
Às vezes a distância foi física, outras de ideias, mas também já nos afastamos por teimosia, para que cada um pudesse aprender sozinho com uns voos loucos. Hoje estão todos de volta e a impressão que tive foi realmente de um momento especial, de estarmos diante de uma oportunidade imperdível de reforçarmos nossos elos.
Eu pude, com vocês, viver um final de ano inimaginável, dias incríveis, próximos, intensos, dias e noites inteiras como talvez nós mesmos pensássemos não sermos mais capazes de criar. Não quero abrir mão disso.
Digo a vocês, a cada um de vocês, e não precisam me cobrar: no que depender de mim terei tempo para nós. Separarei mais tempo para dividir os dias cheios e os vazios, colocarei como uma das minhas prioridades gastar mais dessa vida com aqueles que Deus me permitiu conhecer, respeitar, admirar e amar.
1.1.10

30.12.09

17.12.09
9.12.09
2.12.09

18.8.09
Já acreditei que o caráter se conhece pelas atitudes; mais que nas atitudes, diz-se que o caráter pode ser visto nas reações, naqueles momentos imprevistos que exclamam nossos atos mais naturais, nossos pensamentos quase impronunciáveis e sempre bem guardados, nossa moral quase impura. Não mudei esse conceito, só não o trato mais como regra muito menos absoluta.
Permaneço concordando que as reações espontâneas são sinceras e ajudam a revelar a verdade de cada um. Assim como a surpresa inesperada geralmente produz em sorriso sincero, a indesejada dificilmente tem outro resultado que não o sorriso falso.
Hoje acredito e tento respeitar que muitos têm sim verdades diferentes das nossas crenças, dos nossos padrões, dos nossos ideais. Há muitos que sinceramente aceitam e desejam hábitos que não se encaixam na doutrina dos demais; não por isso eles estão errados. Ser maioria, pudico, politizado, heterossexual, cristão ou rico não torna ninguém mais predisposto ao acerto que outrem.
Bons cristãos, gente que enriqueceu licitamente, gente que concorda com a maioria, gente bem intencionada, todos eles e cada um deles pode derrapar feio e não será essa mancha que determinará o caráter publicado nos seus perfis.
Raros ou não, comuns ou atípicos, muitos fatos não deveriam modelar a visão que temos do caráter daqueles que são nossos iguais porque, em geral, quase todos acreditamos e esperamos da vida coisas bastante semelhantes. No mesmo grau, os erros dos 'diferentes' não deveriam ser vistos como desvio de conduta ou falta de caráter. A diferença, muitas vezes, não está no ato cometido mas no seu autor, se é um dos nossos ou um dos estranhos. A desigualdade, em quantos momentos, está apenas no momento em que os deslizes acontecem e permite um ser julgado, o outro julgador. Mas isso é temporário, a roda sempre gira.
Há gente estranha, com hábitos esquisitos e rotina bem questionável cheia de caráter, lotada de ideais firmes, inabaláveis; há gente comum, boa pinta, de boa família, gente bem aceita, também cheia de caráter e com crenças inarredáveis. Esses dois irão errar, mas apenas o esquisito será taxado de mau caráter. Definitivamente isso não parece justo.
26.7.08
Se tudo voltasse, as dores não se repetiriam.
Fosse a vida cumprir etapas, saberia meus erros e aprenderia a não te perder.
Não te enfrentaria, te entenderia.
Não te machucaria, te acolheria.
Não serão ciclos? Não?
E essas dores que voltam, o que são?
De onde nascem os mesmos choros?
De onde vêm os mesmos nós?
Por que sempre a felicidade passa? Por que estou de novo só?
20.3.08
É com orgulho que os chamo assim: amigos.
Tenho orgulho mas também saudade, muita saudade.
Sinto falta da nossa família e do sentimento de cumplicidade que nos unia;
sinto falta da proteção e do acolhimento que havia nos nossos laços. Sinto falta de vocês.
Tenho visto que poucas são as pessoas de sorte que encontram 'amigos para uma vida'.
Nós, cada um vindo de um canto, nos encontramos e nos amamos.
Como diz a canção da Vanessa da Matta 'entre tantos anos, entre tantos outros (...) entre tantos séculos, que sorte a nossa, hein...'
Putz!,que sorte a nossa.
Poderíamos ter nascido em eras diferentes, em lugares distantes demais,
poderíamos ter tido criações demasiadamente diferentes a ponto de sermos incompatíveis.
Se fossemos outros, talvez tivéssemos perdido a possibilidade de formar aquele vínculo de amor que ainda hoje traz tanta saudade a cada um de nós. Se fossemos outros, seríamos, apenas, como tantos outros.
Um dia...uns dias...aos poucos...um de cada vez...Foi assim nos conhecemos, ou melhor, foi assim nos reconhecemos.
Em cada olhar, em cada conversa, em cada pedido, em cada oferta,
cada vez que nos doávamos, nos tornávamos mais semelhantes.
Nós nunca fomos sozinhos.
Juntos, nós sempre fomos completos.
A vocês, minha saudade.